Os portugueses são os grandes aventureiros de todos os séculos, uns viajados e muito trabalhadores.
E o que podemos dizer dos emigrantes, ou da maioria deles?
Que tiveram coragem? Que se sujeitam? Ou que são ainda muito atrasados?
Bem, estou a falar do povo que morava numa aldeia e que um dia se atreveu a fazer o que nunca tinha feito no seu país!
Infelizmente, nas cidades do interior, há duas hípoteses quando se decide trabalhar: ou se vem para o litoral evoluir, ou se vai para o estrangeiro sujeitar-se a tudo e mais alguma coisa! A ambição de ganhar dinheiro encaminha para a opção 2, que neste momento, acredito que seja a mais viável, a união europeia abre cada vez mais as portas a isso.
Até aqui, nada!
O estranho é que eles voltam de lá com um garfo nas costas, golas levantadas e nariz empinado. Ganham mais, trabalham mais, têm uma vida com menor qualidade de vida, direitos violados, alguns são até mesmo explorados. Coisas impensáveis por cá!
Lá não se manifestam, sujeitam-se!
Mas então o que é que eles querem daqui?!
Voltam com um olhar reprovador de tudo e de todos, apregoam aos sete ventos as vantagens de morar lá na Frauunça, Canadá, New Yark, ou na Suizz. Acabam por não saber falar Português, nem a nova língua. Não têm cultura de nenhum dos dois países (excluindo todo o repertório do Tony Carreira), vivem para trabalhar e para ostentar o que ganharam, num mês em Portugal!
A questão é esta:
E o que é UM PASSAPORTE ELECTRÓNICO?!
uma máquina? um baralho de cartas? é de comer?
É aqui que estala o verniz, escapam palavrões, vem ao de cima a ignorância desta gente com nota no bolso e tão pobre de espiríto.